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Entrevista com Fanny Moreau - Fundadora da Empresa Mon Absolu




Fanny Moreau 

 

Fanny, Conte-nos um pouco sobre você, sua carreira e como chegou até a criação da Mon Absolu.

Eu tenho uma graduação e mestrado em International Business , pela Universidade Sorbonne,  Paris IV. Durante meus estudos tive a oportunidade de morar no exterior (Espanha, Estados Unidos, Austrália), o que me permitiu ter uma visão muito aberta das pessoas e negócios.

Enquanto estava na França, fiz diversos cursos de perfumaria em empresas privadas (Paris e Grasse). Sempre amei perfumaria, mas também o empreendedorismo, então pensei que abrir uma perfumaria diferente faria muito sentido. Assim nasceu a Mon absolu.

O que a motivou a criar um negócio tão inovador para o mercado Brasileiro?

O consumidor brasileiro culturalmente adora perfumes. A prova é que o mercado brasileiro de perfumaria passou a ser o primeiro do mundo (em volume). Além disso, eu acredito que o consumidor brasileiro das classes mais altas esta mudando: se antigamente desejava adquirir produtos, hoje ele quer também emoção, experiências e qualidade de vida. Estes são os motivos que me fazem acreditar que nosso projeto se enquadrava bem com as expectativas do consumidor atual.

Em linhas gerais, como foi o seu processo de planejamento estratégico para tomar a decisão de levar o negócio adiante?

Preparei um plano de negócios para avaliar a viabilidade da ideia sobre tudo em termos de demanda, aspectos financeiros, processo de importação e assuntos regulatórios. Entre o momento que comecei a preparar o plano de negócios e a abertura, passou-se pouco mais de 1,5 anos.

Quais foram as principais dificuldades que você encontrou para abrir a empresa no Brasil?

Com certeza as maiores dificuldades estão relacionadas com os processos de importação e assuntos regulatórios.

Além de ter que entender o funcionamento dos órgãos como Receita Federal, COVISA/ANVISA (entre outros), tive também que aprender sobre a própria legislação (impostos e tributos). Gerenciar estas atividades e trabalhar com um sistema burocrático e muito demorado não foi fácil.

Fora as dificuldades já mencionadas, posso afirmar que as obras também fazem parte desta lista. Fazer tudo funcionar corretamente me demandou muita energia e paciência.

Tenho características pessoais de disciplina e cumprimento de prazos entre outras coisas e quando percebi que aqui no Brasil as coisas não funcionavam exatamente desta forma, fiquei muito frustrada, especialmente no início. Hoje em dia estou mais bem adaptada a esta forma de trabalhar.

Como você resolveu estas dificuldades?

Para os processos de importação e assuntos regulatórios contratamos consultorias especializadas e ao mesmo tempo eu li muito material para poder me apropriar do assunto.

Para as dificuldades com as obras contei com a ajuda do meu pai, que veio da França para facilitar a minha vida através da larga experiência com o assunto. Quando vi que meu pai também ficou irritado com o funcionamento das coisas, entendemos que deveríamos nos adaptar, sendo mais flexíveis para seguirmos adiante.

Após estar morando aqui por 3 anos, quais são as suas percepções sobre a economia brasileira e sobre o mercado em que a sua empresa está inserida?

A dinâmica de consumo brasileira é muito diferente da francesa. Os franceses gostam muito de poupar dinheiro desde jovem para acumularem recursos que poderão ser utilizadas lá na frente. Pelo que percebi até o momento, o Brasileiro, de forma geral, não possui a cultura de poupar dinheiro desde cedo, ao contrário, ele é estimulado ao consumo e aos parcelamentos.

Quais seriam os conselhos que você daria a outros empreendedores que também desejam criar negócios inovadores?

Desde que iniciei o negócio, meu maior aprendizado foi ser perseverante. O conselho que posso dar é que os empresários sempre tentem achar soluções ao invés de criar barreiras e olhar problemas.

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Tenha sempre muito orgulho em ser empreendedor porque é você quem está construindo seu projeto!